terça-feira, 27 de outubro de 2009

Irmãzinha


Sábado teve exposição dos trabalhos das crianças na escola do Alexandre. Eu geralmente vou meio tensa, com medo dele não ter participado de nada. Ele fez trabalhos com pintura, mas ainda não pinta com lápis, não desenha, não faz esculturas com massinha. Acredito que seja uma hiperatividade, ele não fica muito tempo
interessado no trabalho, não tem paciência, nem muito foco, faz qualquer coisa rapidinho e já quer ir brincar fora da sala. Acontece em casa também. Eu dou uma forçadinha, afinal mãe pode... rs!
No dia das crianças a dinda fez uma massinha de biscoito para modelarmos as formas e assar. O Ale não curtiu muito no começo, mas insistimos e ele participou, sentado à mesa conosco. Quando ele se encheu mesmo e resolveu parar, meu sobrinho da mesma idade também já tinha cansado e isso me deu uma noção de tempo de criança que infelizmente eu ainda não tenho... e também me deu um aliviozinho ver que o tempo dele pode ser o mesmo de uma criança neurotípica da mesma idade, se ele se interessar pela atividade.
Na escola ele também fez bastante atividade com as outras crianças. Muitos trabalhinhos os amigos fizeram junto com ele, ajudando-o. Teve trabalhos que fizeram para ele e teve até alguns dedicados à ele. Uma amiga caprichou mais no dele que no dela e outra fez ele brincando com um balde. Eu achei bem legal essa interação com os amigos, mas como uma mãe neurotípica (ou quase, rs!) eu gostei mesmo dos que ele fez sozinho ou com pouca ajuda. Já estão inclusive pendurados na parede de casa! Lógico! Ele bem que gostou de ver seus quadros na parede.
Agora vem o melhor da exposição da escola:
Enquanto observávamos os trabalhos, as crianças ficaram brincando soltas no parque, e uma menininha ficou um tempão com o Ale fazendo o Son Rise mais perfeito que eu já vi. Ele estava introspectivo, em isolamento, brincando no escorregador e na pia de água; ela com se estivesse entendendo e amando tudo o que ele estava fazendo (e devia mesmo estar!) ficava o tempo todo com ele, fazendo igual, sem atrapalhá-lo, em silêncio e no espaço dela um respeitando o outro, juntos e ao mesmo tempo separados. Ele se achando o líder. Ela fazendo sozinha, espontânea, naturalmente, sem pagar nenhum centavo pelo curso ou ler uma apostila. Ainda não sei o nome da santa, mas estou chamando-a carinhosamente de “sonrisa”.
E por estas e por outras estou cada dia mais feliz e esperançosa com a chegada da Heleninha. Tenho certeza que mesmo que ela não seja uma “sonrisa” nata, ter uma irmazinha vai ser uma ótima experiência para ele!

3 comentários:

cinthia disse...

Parabéns família Mascarenhas!
Parabéns principalmente pro Alê. Ter irmãos faz muita diferença. Os dois vão ensinar muito um para o outro, assim como nós "amigos babões" vivemos aprendendo mais alguma coisinha só de saber do seu dia-a-dia.

beijos

Anônimo disse...

Com certeza a Heleninha vai ser uma super "sunrisa" para o Alê! Estamos ansiosos pela chegada dela! E por tudo que ela com certeza vai fazer pelo Xan!

Beijos!
Lenina e Leandro

J. disse...

Oi! Meu nome é Jacqueline e sou estudante de jornalismo da Universidade de Fortaleza! Estou fazendo uma matéria para uma cadeira sobre o mundo do autismo com uma visão mais positiva, tentando diferenciar do que se vê hoje em dia por aí! Andei olhando na internet e vi vários blogs aonde pais se ajudam para enfretar o autismo e queria poder conversar contigo mas infelizmente não achei nenhum contanto! Tem algum email que eu poderia entrar em contato contigo pra te fazer umas perguntinhas rápidas? Você pode responder pra jac.nobrega@yahoo.com.br, por favor? boom, obrigada desde já