segunda-feira, 30 de março de 2009

Os Ganhos desse domingo, 29 de Março de 2009

Hoje o Alexandre acordou as 09h30min, na nossa cama. Já nem sei mais a que horas ele foi para lá. Ele adormece na cama dele enquanto cantamos para ele dormir e no meio da noite vai se aninhar conosco. Confesso que ainda não tomei nenhuma providencia educacional em relação a isso porque eu acho uma delicia dormir com ele!
Fomos ao banheiro ele disse “kis-kis” enquanto fazia xixi. Elogiei feliz e ele repetiu mais duas vezes. Tomou seu suco com as vitaminas matinais e fomos preparar seu ovo do café da manhã.
Ele me ajuda todas as manhãs com o ovo: ele pega a panela e coloca no fogão, enquanto eu levo os temperos para a pia; vamos juntos até a geladeira e ele pega um ovo e eu os outros dois; ele sobe em uma cadeira com minha ajuda e fica segurando o ovo dele; eu acendo o fogão, coloco óleo na panela e meus ovos e hoje pela primeira vez ele ficou batendo o ovo dele como eu faço na beirada da panela, mas ainda não conseguiu quebrá-lo, então eu o fiz. Colocamos juntos sal e orégano e mexemos tudo cada um com sua colher de pau. Quando fica pronto ele come o ovo sozinho, sentado à mesa.
Fomos todos juntos (mamãe, papai e Alexandre) até o parque do lago jogar pão para os gansos. O Alexandre não jogou pão ainda, mas hoje ele viu os gansos e até correu atrás de dois!
Almoçamos em um restaurante que tem um trem elétrico que circula em um trilhozinho por cima das mesas. Sempre que vamos lá chamamos a atenção do Alexandre para o trem e às vezes ele até olha, mas na maioria o ignora. Hoje ele olhou espontaneamente para o trem várias vezes, acompanhou seu circuito com os olhos e até com a cabeça e o corpinho e eu arrisco a dizer que ele curtiu o trem!
À tarde fomos cuidar do jardim, plantar novas flores e regá-las. O Alexandre adora. Abre a torneira sozinho, enche um balde de água com a mangueira e vai jogar na roseira. Temos várias roseiras, mas ele só coloca água em uma. Todas ficam secas, e a vermelha encharcada. Enquanto cavamos um buraco para plantar, ele com seu umbigo imenso acha que estamos juntando terra para ele brincar, então ele enche seu balde com a terra que cavamos e vai jogar em outro canto ou fica enchendo o buraco da planta de terra ou água.
Enquanto plantávamos ele pediu para passear (me levou com a mão até o carro de passeio dele). Então quando acabamos fomos até o parque de brincar. Ele sobe no escorregador e desce sozinho; gosta do gira-gira e precisa de ajuda para subir e girar, mas desce sozinho com dificuldade; começou a brincar no trepa-trepa com entusiasmo, mas ainda inseguro; e ama a balança. Precisa de ajuda para subir, estica os pés para ser balançado e desce sozinho com destreza inclusive com a balança em movimento. Também engatinhou e andou de urso na areia e brincou com o baldinho de um amigo.
Um bando grande de pássaros pretos sobrevoou o parque e ele observou o trajeto todo pela primeira vez! É até engraçado observar pássaros voando pela primeira vez com três anos e oito meses, mas talvez ele já tenha feito isso antes na escola ou em algum outro lugar e acharam que não era um feito que valesse a pena nos contar. E outra coisa que ele fez pela primeira vez foi voltar caminhando para casa o caminho todo e sem reclamar!
Quando chegou fez coco sozinho sentado no vaso sanitário e foi tomar banho com o papai. Depois do banho tomou sopinha sozinho e foi brincar um pouco no quarto antes de dormir.
Ele está balbuciando bastante, fazendo muito contato visual e mantendo-o por mais tempo. Está mais atento a nós, às nossas atividades e ao meio ambiente de modo geral. Parece estar com mais força muscular nas pernas e nos braços e menos hipotônico.

mari_buratti@hotmail.com

sexta-feira, 20 de março de 2009

Jornal Nacional 19-03-2009

EUA: jovem autista se destaca em jogo de basquete


Nick Touma jogou alguns minutos, tempo suficiente para acertar um arremesso de longe e emocionar a mãe dele, que registriou o momento.

Uma história que parece um sonho de criança. O menino chamado Nick foi reprovado no teste para o time de basquete da escola. Não é um craque. Mas os colegas tiveram a ideia de convidá-lo para jogar só o primeiro minutinho de uma partida. Ele aceitou o convite, entrou em quadra e tentou a cesta, mas errou. Acontece que o time dele conseguiu abrir uma vantagem grande sobre o adversário. Aí, Nick Touma ganhou a chance de jogar mais um pouquinho e fez bonito para a emoção da mãe dele. Lembra até a história de sonho de outro americaninho, em 2006. Jason acertou seis arremessos de três pontos em sequência e fez o time ganhar o jogo de virada em quatro minutos. Foi recebido até pelo presidente naquela época. Além dos arremessos precisos de longe, o que Jason tem em comum com Nick é o fato de ambos serem autistas. O autismo é uma alteração cerebral que afeta a capacidade de comunicação e de relacionamento com a família e com os amigos, mas são muitos os mistérios do cérebro humano e os do coração também.

http://jornalnacional.globo.com/Telejornais/JN/0,,MUL1050765-10406,00-EUA+JOVEM+AUTISTA+SE+DESTACA+EM+JOGO+DE+BASQUETE.html

è sempre bom ver casos inspiradores!!!!

segunda-feira, 9 de março de 2009

Olhe Nos Meus Olhos




MUITAS DESCRIÇÕES DO AUTISMO E ASPEGER DESCREVEM POSSOAS COMO EU COMO "NÃO QUERENDO CONTATO COM OUTRAS PESSOAS" OU "OPTANDO POR BRINCAR SOZINHO". EU NÃO POSSO FALAR EM NOME DE OUTRAS CRIANÇAS, MAS GOSTARIA DE SER MUITO CLARO SOBRE MEUS SENTIMENTOS: EU NUNCA QUIS FICAR SOZINHO. E TODOS AQUELES PSICOLOGOS INFANTIS QUE DISSERAM "JOHN PREFERE BRINCAR SOZINHO" ESTAVAM COPLETAMENTE ERRADOS. EU BRINCAVA SOZINHO PORQUE NÃO CONSEGUIA BRINCAR COM OUTRAS CRIANÇAS. EU ESTAVA SOZINHO COMO RESULTADO DAS MINHAS PRÓPRIAS LIMITAÇÕES. (John Elder Robison)

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009

Diário de São Paulo 16 de Janeiro 2009

O jornal Diário de São Paulo publicou no dia 16 de janeiro de 2009 reportagem falando sobre o blog!
Obrigado e Parabéns para a reporte Cinthia Rodrigues!!!

segunda-feira, 26 de janeiro de 2009

Crianças com autismo podem se recuperar

Pesquisas já mostram que a recuperação é possível. Mas as pesquesas não permitem variáveis, o que é uma boa noticia para nós pais. Sendo assim sabemos que podemos potencializar nossos resultados jntando vários metodos como dieta, Tratamento biológico, son-rise e o que mais for possível...

Continuamos com esperança!!!

Felipe e Mariana

felipe@colunasemdor.com.br

Fonte:

http://www.springerlink.com/content/f080797r4t45jm16/?p=dc208c812f61419ab96b67b07a8b10cd&pi=6

Resultado da Pesquisa

Embora as desordens do espectro do autismo (ASD) sejam geralmente supostas a permanecer por toda a vida, nós revisamos a evidência que entre 3% e 25% das crianças segundo as informações recebidas perdem seu diagnóstico de ASD e incorporam a escala normal de habilidades cognitivas, adaptáveis e sociais. Precursores, ou bons sinais para uma recuperação completa incluem a inteligência relativamente elevada, linguagem receptiva, imitação verbal e motora, bom desenvolvimento motor e a não apresentação da severidade total dos sintomas. Intervenção e tratamento precoce e um diagnóstico de TID - SOE, Transtorno Invasivo do Desenvolvimento Sem Outra Especificação, são igualmente sinais favoráveis.A presença de convulsões, o atraso mental e as síndromes genéticas são sinais desfavoráveis, visto que estes casos não apresentam o bom resultado. Os estudos controlados que relatam a maioria das recuperações vieram após o uso de técnicas comportamentais. As vulnerabilidades residuais afetam a comunicação e a atenção em um nível superior. Tics, a depressão e as fobias são comorbidades residuais freqüentes após a recuperação. Os mecanismos possíveis da recuperação incluem: normalizar a inteligência forçando a atenção externa ou enriquecendo o ambiente; promover o valor do reforço de estímulos sociais; impedir comportamentos de interferência; prática maciça de habilidades fracas; reduzir o esforço e estabilizar a excitação. Melhorar a qualidade da nutrição e do sono não é especificamente benéfico.

domingo, 4 de janeiro de 2009

Vitamina B6

Todos os 18 estudos que eu conheço onde o uso da vitamina B6 foi avaliado para o tratamento de crianças autistas forneceram resultados positivos

Rimland de Bernard, Ph.D.Instituto de pesquisa de Autism
4182 Adams AvenueSan Diego, CA 92116

Este é um registro no mínimo notável, já que muitas das drogas que foram avaliadas para o tratamento do autismo produziram resultados muito inconsistentes. Se uma droga mostrar resultados positivos em aproximadamente metade dos estudos de avaliação, a droga é considerada um sucesso e o seu uso é sugerido para pacientes autistas. Entretanto, apesar dos resultados notàvelmente consistentes na pesquisa do uso da vitamina B6 no tratamento do autismo, e apesar de ser imensamente mais segura do que qualquer outra das drogas usadas para crianças autistas, há no presente muito poucos médicos que o usam ou que advogam o seu uso no tratamento do autismo.A pesquisa sobre o uso da vitamina B6 com crianças autistas começou nos anos 1960s. Em 1966 dois neurologists Britânicos, o A.F. Heeley e o G.E. Roberts, relataram que 11 de 19 crianças autistas Excretaram metabolitos anormais quando submetidos ao teste de sobrecarga de triptofano.Dando a estas crianças uma única dose de 30mg da vitamina B6 normalizou a urina das mesmas; entretanto, nenhum estudo de comportamento foi feito. O investigator alemão, V.E. Bonisch, relatou em 1968 que 12 de 16 crianças autistas mostraram uma melhora considerável de comportamento quando tomaram doses elevadas (100 mg a 600 mg por o dia) da vitamina B6. Três dos pacientes do Bonisch falaram para a primeira vez depois que a vitamina B6 foi administrada neste ensaio clinico aberto.Após meu livro "Infantile Autism" (Autismo Infantil) foi publicado em 1964, eu comecei a receber centenas das cartas de pais de crianças autistas de todo os Estados Unidos, incluindo alguns que haviam tentado o que na época era a nova "terapia da megavitamina" em suas crianças autistas. A maioria tinham começado a experimentar com as várias vitaminas em suas crianças autistas em conseqüência dos livros publicados por escritores populares na área de nutrição. Eu inicialmente era completamente cético sobre a melhoria notável que estava sendo relatada por alguns destes pais, mas conforme a evidência foi acumulando-se, meu interesse foi despertado. Um questionário emitido aos 1.000 pais que tinha na minha lista na época revelou que 57 tinham experimentado com doses grandes das vitaminas. Muitos tinham visto resultados positivos em suas crianças. Em conseqüência, eu empreendi um estudo em grande escala, com mais de 200 crianças autistas, usando megadose da vitamina B6, do Niacinamida, do Ácido Pantotenico , e da vitamina C, junto com uma capsula de uma multi-vitaminas projetada especialmente para o estudo.As crianças estavam vivendo com seus pais e viviam em diferentes partes dos ESTADOS UNIDOS e do Canadá, e cada um foi supervisionado pelo médico da família. (Mais de 600 pais se ofereceram para o estudo, porém a maioria deles não puderam obter a supervisão necessária devido ao ceticismo dos seus médicos.)No fim do quarto mês do estudo estava claro que a vitamina B6 era a mais importante das quatro vitaminas que nós tínhamos investigado, e que em alguns casos trouxe a melhora notável. Entre 30% e 40% das crianças mostraram melhora significativa quando a vitamina B6 lhes foi dada. Algumas das crianças mostraram efeitos colaterais pequenos (irritabilidade, sensibilidade à sons e enurese = xixi na cama), mas estes efeitos colaterais acabaram rapidamente quando o magnésio foi adicionado, e o magnésio confirmou benefícios adicionais.Dois anos mais tarde dois colegas e eu iniciamos um segundo estudo experimental do uso da terapia da megavitamina em crianças autistas, desta vez focando na vitamina B6 e magnésio. Meus co-investigators foram os professores Enoch Callaway da Universidade do Centro Médico da Califórnia em São Francisco e Pierre Dreyfus da Universidade do Centro Médico da Califórnia em Davis. O estudo duplo cego placebo controlado utilizou 16 crianças autistas, e mais uma vez as estatìsticas mostraram resultados significativos.a maioria de crianças a dose da vitamina B6 variava entre 300 mg e 500 mg por o dia. Centenas de mg/dia de magnésio e uma capsula de múltiplas vitamnas Bs foram dadas também, para previnir às deficiências induzidas pela B6 destes outros nutrientes. (Em todas as probabilidades, desconfortos como dormencia ou formigamento temporarios resultando das megadoses de B6, relatados pelo Schaumburg e colaboradores, eram o resultado de deficiências induzidas pelo uso da vitamina B6 sozinha em quantidades enormes -- (uma coisa tola de ser fazer - tomar a B6 sozinha em quantidades enormes).Nos dois estudos as crianças mostraram uma notável quantidade de benefícios com o uso da vitamina B6. Havia um contato ocular melhor, menos comportamentos repetitivos e auto-estimulatório, menos ataques de raiva e mal humor, mais interesse no mundo em torno deles, menos frustrações, mais linguagem, e no general as crianças tornaram-se mais normais, embora não curadas completamente.Pessoas variam enormemente em sua necessidade da vitamina B6. As crianças que mostraram a melhora sob a vitamina B6 melhoraram porque necessitavam extra vitamina B6. Autismo em muitos casos é uma sindrome da dependência da vitamina B6.Após ter terminado sua participação em nosso estudo, o professor Callaway visitou a França, onde persuadiu o professor Gilbert LeLord e seus colegas em fazer pesquisa adicional sobre B6/magnésio nas crianças autistas. Os pesquisadores Franceses, embora céticos que uma coisa tão simples como uma vitamina poderia influenciar uma desordem tão profunda quanto o autismo, transformaram-se em crentes depois do primeiro experimento que foi relutantemente empreendido, feita com 44 crianças hospitalizadas. Eles têm publicado desde então seis estudos que avalíam o uso da vitamina B6, com e sem o Magnésio adicional, em crianças e em adultos autistas. Seus estudos tipicamente usaram uma grama por dia da vitamina B6 e meia grama do Magnésio.LeLord e seus colegas mediram não somente o comportamento das crianças autistas, mas tambem a excreção do ácido homovanilico pelas criancas autistas (HVA) e outros metabolitos na urina. Adicionalmente, fizeram diversos estudos em que os efeitos da vitamina B6 e/ou do magnésio na atividade elétrica do cérebro dos pacientes foram analisados. Todos estes estudos produziram resultados positivos.LeLord e seus colaboradores, resumiram recentemente seus resultados em 91 pacientes: 14% melhoraram significantemente, 33% melhoraram, 42% não mostraram nenhuma melhora, e 11% pioraram. Anotaram que "em todos nossos estudos, nenhum efeito colateral foi observado…." Também, nenhum efeito colateral físico foi visto.Diversos estudos recentes por dois grupos de pesquisadores dos ESTADOS UNIDOS, Thomas Gualtieri e outros., na Universidade da Carolina do Norte, e George Ellman e outros., no Hospital Estadual de Sonoma em Califórnia, mostraram também resultados positivos em pacientes autistas.Nenhum paciente foi curado com o tratamento da vitamina B6 e do magnésio, porém houveram muitos exemplos onde a melhora significante foi obtida. Em um caso específico um paciente autista de 18 anos de idade estava a ponto de ser rejeitado do terceiro hospital mental em sua cidade. Mesmo com as quantidades maciças de drogas não tiveram nenhum efeito nele, e foi considerado demasiado violento para ser mantido no hospital. O psiquiatra tentou B6/magnésio como um último recurso. O jovem se acalmou muito rapidamente. O psiquiatra relatatou em uma reunião que tinha visitado a família e tinha encontrado recentemente o jovem e ele estava uma nova pessoa, agradável e fácil de lidar que cantou e tocou sua guitarra para ela.Um outro exemplo: uma mãe desesperada me ligou para pedir informação sobre orgãos protetores em sua cidade, porque seu filho autista de 25 anos de idade estava a ponto de ser expulso devido ao seu comportamento não conrolável. Eu não conhecia nenhuma outra opção para o rapaz, mas sugeri que a mãe tentasse o Super Nu-Thera, um suplemento que contêm B6, magnésio e outros nutrientes.Dentro de algumas semanas esta mãe me ligou outra vez para dizer com enorme felicidade que seu filho estava muito bem agora e seu pagamento no trabalho se sido aumentado dramáticamente do pagamento mínimo de $1.50 por semana para $25 por semana.Vendo os consistentes resultados, a segurança e a eficácia dos nutrientes B6 e magnésio em tratar indivíduos autistas, e contando com os inevitável efeitos colaterais curtos e/ou a longo prazo do uso de drogas, me parece certamente que esta abordagem segura e racional deve ser tentada antes que as drogas estejam empregadas.

http://www.autismoinfantil.com.br/

Autistas serão Tratados no Rio

Autistas serão tratados no Rio

Paulo Marcio Vaz, Jornal do Brasil


RIO - Um dos primeiros atos do novo secretário municipal da Pessoa com Deficiência, Márcio Pacheco, será iniciar estudos para a implementação de um serviço especializado no tratamento de pessoas autistas no Rio. A iniciativa, pioneira no Brasil, é comemorada principalmente por pais de crianças afetadas pela síndrome, que praticamente não têm a quem recorrer depois de obtido – a duras penas – o diagnóstico. Mesmo no setor privado, no Brasil inteiro, são raros os centros de tratamento bem capacitados para lidar com autistas.

Antes de implementar o serviço na cidade, Márcio Pacheco pretende buscar especialistas e representantes de entidades que lidam com o autismo para a realização de um grande seminário, previsto para março, visando a capacitar profissionais e discutir medidas a serem adotadas para a eficácia do tratamento da síndrome. Apesar da quase inexistência de informações oficiais sobre formas de prevenção e tratamento do autismo no país, novas terapias e métodos de diagnóstico vêm dando ótimos resultados nos Estados Unidos – conforme o JB noticiou em sua edição de 1° de junho de 2008.

– Pretendemos trazer ao seminário os melhores profissionais do mundo para que possamos capacitar da melhor forma possível nossos profissionais de saúde – afirmou Pacheco.

Um dos que vão auxiliar Márcio Pacheco na empreitada é o funcionário público Ulisses da Costa Batista, pai de Rafael, um autista de 12 anos que apresenta grande melhora depois de ser submetido a tratamentos vindos do exterior. Ulisses faz parte de um grupo de pais de autistas que, por conta própria, trocam informações e investem em contatos e consultas com os especialistas estrangeiros, em busca de tratamento de saúde adequado para seus filhos.

Lei municipal

Foi Ulisses Batista quem procurou o então vereador Márcio Pacheco, em 2006, para denunciar o estado de abandono em que se encontravam os autistas no Rio. O contato resultou na Lei nº 4.709, de autoria de Pacheco, que obriga a prefeitura a oferecer tratamento especializado para autistas. Apesar de vetada pelo então prefeito Cesar Maia, a lei foi mantida pelos vereadores.

Entre as entidades que devem participar do seminário, está a Associação em Defesa do Autista (Adefa), localizada em Niterói. Vice-presidente da entidade, a bióloga Eloah Antunes – mãe de Luan, autista de 7 anos – foi uma das primeiras a buscar tratamentos no exterior que deram novas esperanças e qualidade de vida ao filho. Mesmo sem ajuda oficial, a Adefa patrocina a ida de profissionais de saúde brasileiros aos Estados Unidos e oferece os novos tratamentos para crianças autistas, com resultados considerados bastante positivos.

Entre os especialistas brasileiros que já se mostram dispostos a participar do seminário, está a médica Carolina Lampréia, professora da PUC-Rio. Carolina desenvolveu um protocolo capaz de diagnosticar precocemente o autismo em crianças de zero a 3 anos, o que aumenta as chances de bons resultados no tratamento.

– O trabalho da Carolina é muito importante, e ela já se dispôs a dar palestras para os pediatras no Rio – diz Ulisses da Costa. – Estou ouvindo entidades, profissionais de saúde e pais de autistas que me ajudam a formular uma lista de convidados para o seminário.

Márcio Pacheco prefere ser cauteloso ao dar detalhes sobre como será o serviço de atendimento a autistas no Rio:

– Agora, precisamos dar os primeiros passos: descobrir porque, apesar da lei, o tratamento a autistas nunca foi implementado na cidade. Também temos de capacitar nossos profissionais e identificar a demanda de pacientes. Se for preciso, farei parcerias com entidades privadas.


18:32 - 03/01/2009


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Fonte. http://jbonline.terra.com.br/nextra/2009/01/03/e030115683.asp

sábado, 13 de dezembro de 2008

Juntando com Nosso Filho


Juntar-se


O isolamento é um estado constante dentro dos estados de disponibilidade da criança autista.

Para juntar-se a criança, basta fazer o mesmo que ela, imitando seus movimentos e atitudes. Mas não e só isso. Para você conseguir juntar-se com sucesso, você tem que estar livre de julgamentos, livre de pensamentos e preocupações, e você terá que descobrir o prazer em ficar com a criança, fazendo o que ela faz.

Independente do que ela estiver fazendo, você tem que realmente estar com ela!!! Você tem que estar alegre, empolgado e entusiasmado no que estiver fazendo.

Estudos comprovam que esse tipo de atividade tornam a criança mais responsiva socialmente, aumenta o contato visual, aumenta a criatividade com os brinquedos, e a criança sorri com mais freqüência.

Juntar-se com a criança imitando seus movimentos demonstra aceitação da sua parte, pelos gostos dela, constrói uma ligação afetiva entre os dois. Com o passar do tempo podemos entender as motivações e interesses da criança, e permite que a mesma aprenda a iniciar interações sociais espontâneas.

Ficar com ela sem julgamentos demonstra amizade, amor incondicional e cumplicidade. Vemos a alegria da criança desabrochando, olhares de cumplicidade e sorrisos de satisfação, de forma nunca antes visto.

Com o passar do tempo a criança fará mais interações sociais com você, e partirá para outros estados de disponibilidade.

Após algum tempo devemos celebrar com ênfase e entusiasmo cada interação social, o que dará ainda mais segurança para que a criança continue a interar-se socialmente.

Embora pareça simples, o juntar-se é muito mais complicado do que parece. É muito fácil nossas mentes dispersarem-se com pensamentos inoportunos, ainda mais se você estiver em uma atividade monótona e sem graça, como ficar olhando para o teto, ou ficar esfregando um pé contra o outro. O segredo é buscar todas as sensações e prazer em cada ato. Tentar sentir o que ela sente como se fosse a melhor coisa do mundo.





Comemorando com nosso Filho

Celebração

A celebração é um ponto muito importando quando se lida com crianças autistas. Devemos sempre celebrar suas conquista e tentativas. Temos que ser espontâneos, entusiasmados, enérgicos e empolgados quando celebramos, pois a nossa celebração se tornará o combustível para o crescimento e desenvolvimento da criança.

Devemos celebrar todas as suas iniciativas sociais espontâneas, tais como contato visual, contato físico, comunicação e linguagem. Todos os seus êxitos serão celebrados, mas tão importante quanto os êxitos, são suas tentativas, que demandam muito esforço.

A celebração torna a interação social, prazerosa, e divertida, fazendo com que você se torne acessível para a criança.

É bom ter sempre em mente frases para celebrar, tais como:
Que lindo seu olhar!
Adoro quando você me olha!
Carinho na mamãe!!! Que gostoso!

Celebrando estamos construindo um relacionamento social, forte com nosso filho.

Para uma criança que não tem seus aspectos sociais desenvolvidos, um grito ou uma repreensão pode soar como uma celebração, portanto temos que tomar muito cuidado quando a criança faz coisas erradas ou tem comportamentos indesejados. Não devemos gritar repreender ou esbravejar. Atitudes erradas devem ser ignoradas, como se nada houvesse acontecido. Se houver oportunidade devemos oferecer o correto, e celebrar em seguida. Por exemplo, a criança gosta de jogar água no chão, devemos pedir a ela que nos entregue o recipiente, e celebrar quando ela o fizer. Assim ela vai perceber como é bom fazer o correto, e o errado não terá tanta graça, pois não despertara reação de ninguém.

Portanto podemos concluir que as celebrações irão reforçar os comportamentos que queremos, enquanto reações reforçam os comportamentos indesejados.

Estados de Disponibilidade Para Interação Social

Três estados de Disponibilidade para interação social

Isolado
Consideramos a criança isolada quando ela está absorvida em uma atividade própria, sem contato visual. Suas respostas são limitadas, ou nem existem, ela está isolada em seu mundo.

Nesse estado, a criança pode realizar qualquer tipo de atividade, desde ficar simplesmente parada, balançando o corpo, brincando com algum objeto de sua preferência, ou até mesmo falando.

Geralmente a criança entra nesse estado porque seu “filtro perceptivo“ está sobrecarregado. A criança não consegue lidar com a quantidade de informações do ambiente, seus sistemas sensoriais não conseguem filtrar as sensações, por isso ela se isola. O isolamento nada mais é que a busca por conforto e calma.

Quando ela está isolada, dificilmente conseguiremos algum tipo de interação que seja prazerosa ou que desenvolva algum tipo de habilidade. Ele tem que levar sua percepção para um único ponto, que lhe dê calma e conforto.

Quando a criança se isola, nunca devemos tentar impedir seu isolamento. Conter fisicamente um ato de isolamento pode soar como uma atitude de extrema agressão. Também é um equívoco tentar distrair a criança, trazendo a para o “nosso mundo”. Ignorá-la pode soar como desprezo pelo mundo dela.

No estado de isolamento a criança se sente calma e em paz, como quem assiste a sua novela favorita e neste momento devemos nos juntar a ela, como quem tem um parceiro para assistir o episódio da novela. É muito bom ter uma companhia para fazer alguma coisa, ainda mais quando essa companhia sente tanto prazer quanto você. Quem sabe assim, uma hora sua criança resolva comentar o que ela esta achando do capítulo?

Devemos então nos JUNTAR a criança que está em isolamento. Quando fazemos isso muitas vezes podemos observar olhares de cumplicidade, e um olharzinho de canto de olho, com um pequeno sorriso de satisfação.

Interessado
No estado interessado, a criança nos observa e tem um nível médio de contato visual. Permite que você contribua com suas atividades.

A criança é capaz de se comunicar de forma verbal ou não verbal, e permite contato físico.

Não é 100% participativa, mas você percebe mais a sua presença na atividade. Ela parece um trabalhador desmotivado, faz suas tarefas, mas se distrai facilmente, voltando para o isolamento.

Altamente conectado
Esse é o estado que objetivamos chegar e permanecer a maior parte do tempo com as nossas crianças. Aqui ela apresenta alto nível de contato visual, risos ou gargalhadas são freqüentes. A criança cria comunicação para deixar a interação ativa e ainda é capaz de contribuir com a interação.

É nesse ponto que temos que chegar e nesse ponto podemos fazer as mais diversas solicitações, deixando a interação cada vez mais rica e completa, e desta forma conseguiremos um ganho cognitivo e social com a criança.

Não há ordem de importância com relação a esses três estados. Todos são igualmente importantes. Não se consegue nada, sem passar por todos.

Nós pessoalmente ainda tivemos pouca experiência com o estado altamente conectado, mas podemos dizer que o juntar-se no isolamento é uma experiência infinitamente rica, não só de proximidade com as atividades de nosso filho, mas também no nosso processo de auto conhecimento.




terça-feira, 9 de dezembro de 2008

Interagindo com o nosso filho

Estilos de interação

“ o desenvolvimento do aprendizado depende mais do envolvimento voluntário na interação social, do que na atividade ou na informação especifica a que as crianças são expostas”
(Kim & Mahoney -2004)

Temos dois estilos de interação social com nossas criança: o diretivo e o responsivo.

O Diretivo é aquele que impõe sobre a criança a atividade, quer ela esteja motivada ou não, muito semelhante ao que acontece nas escolas. O adulto impõe o seu objetivo, suas metas a serem alcançadas e subjuga a criança as suas atividades. Utiliza a repetição imposta para que a criança aprenda.

O Responsivo é como um controle remoto para a criança, está pronto para serví-la da forma que ela deseja, e torna-se necessário para ela. Segue os interesses da criança e atinge o objetivo possível com a atividade que motivou a criança. Não impõe o objetivo, nem tenta direcionar a criança para os seus interesses. É sempre motivador o que encoraja a conexão social da criança.

Portanto, devemos deixar nossa conduta diretiva de lado, não impondo nossas vontades sobre elas, e nos tornar o mais responsivo possível. Desta forma podemos tornar as interações sociais mais motivadoras do que a simples atenção aos objetos, e ainda, aumentar a motivação da criança para que ela queira compartilhar suas experiências.

Diretivo
Ignora as comunicações
Impede as comunicações
O adulto conduz o programa
O adulto impõe o que quer que a criança faca
O adulto inicia a interação sem considerar a vontade da criança

Responsivo
Responde as comunicações
O adulto faz pausas para permitir a participação da criança
Segue os interesses da criança, sendo flexível
Inicia atividades motivadoras
A criança inicia e o adulto responde
Estimula a criança a ser ativa e a estar motivada para as interações sociais




domingo, 7 de dezembro de 2008

Aceitando nosso filho como ele é!

Aceitação

Antes de começar a trabalhar com o desenvolvimento de nossas crianças temos que aceitá-las como elas são. Temos que aceitar tudo o que elas fazem, por mais estranho, esquisito, ou anti-social, que possa parecer. Aceitar nossos filhos e suas atitudes é de fundamental importância para seu desenvolvimento. Só assim conseguiremos ter a capacidade de nos envolver e entender o mundo deles. Quando entramos no mundo de nossos filhos, aceitando como eles são e naturalmente eles se movimentarão em nossa direção.

Para aceitar as pessoas e suas atitudes temos que praticar o não julgamento.

Não julgar é saber que não existe bom/ruim, certo/errado, melhor/pior. Tudo isso é fruto de nossas mentes e pontos de vista. O que é bom para um pode não ser para outro o que é melhor hoje pode não ser amanhã, o que é certo nem sempre é certo, e errado nem sempre é errado.

Quando entramos no estado de não julgamento, automaticamente aceitamos as pessoas e suas atitudes. Desta forma podemos nos colocar no lugar do outro, aceitando e entendendo seu mundo.

Quando entramos no mundo de nossos filhos é impressionante como entendemos a lógica de seus atos e o porque deles tentarem se afastar do convívio social. E isso nos facilitara a trazê-los para mais perto do “nosso mundo”.


Acreditamos no Desenvolvimento do Nosso Filho

Crenças

“Se você pensa que pode ou se você pensa que não pode, das duas formas você esta certo” (H. Ford)

Todas as nossas ações são moduladas pelas nossas crenças. Se tivermos crenças limitadoras certamente nossas ações serão limitadoras. Se cremos que temos poder infinito, vamos lutar como se tivéssemos esse poder, mesmo que não tenhamos o poder infinito, se lutamos com essa crença, certamente, lutaremos com mais forca, e garra do que aquele que tem uma crença mais limitada.

Ainda hoje, temos muitos profissionais da área da saúde por ai com crenças ultrapassadas, resultado de falta de estudo e interesse no que fazem. Por conta disso acabam minando as forças e esperanças de pais que estão dispostos a fazer tudo por seus filhos.

Fomos obrigados a ouvir que autismo não tem tratamento. Isso é resultado de anos de falta de estudo, e crenças limitantes de profissionais com 30 a 40 anos de profissão e de desatualização, que disseminam crendices como essa, com a segurança de quem acaba de voltar do último congresso (férias) patrocinado pelos laboratórios que expõem suas marcas por todo o consultório, em forma de pôster e brindes...

Fomos obrigados a escutar que o autismo é causado pelos pais. Pensamentos como esses são resultado de mais de meio século de ignorância. Há muito tempo essa teoria já foi ultrapassada, justamente por não ter fundamento. Cremos que os pais podem se tornar frios, como resultado de tantos absurdos que ouvem de profissionais despreparados, não sendo isso a causa do autismo.

Facilmente lê-se na internet que os autistas tem retardo mental, fato esse comprovado por pesquisadores “retardados”, que utilizam testes de QI, que depende de fala, e concluem indevidamente que autistas tem retardo mental. É o mesmo que fazer um teste de QI que depende da visão com cegos e concluir que são retardados. Pesquisadores como estes são capazes de arrancar as patas de um animal, gritar para ele correr e concluir que o bicho é surdo!

Já ouvimos que é para resto da vida, e que raramente aprendem a falar... sem comentários... quem consegue ser feliz ouvindo isso?

O pior é que ouvimos essas besteiras das pessoas que mais deveriam nos dar esperanças, Isso faz com que nos tornemos inertes na busca de uma solução.... Solução para um problema que não tem solução é ficar parado!!!!

Mas por sorte, nossa, e do nosso filho nunca acreditamos em limitações!!!

Atualmente existem trabalhos que mostram que o autista pode ser profundamente transformado com a conduta adequada.

Sabemos que o cérebro tem plasticidade e se transforma constantemente. Recentemente foi comprovado que o cérebro produz novos neurônios, mesmo na idade adulta.

Sabemos hoje que existem vários níveis de inteligência, tais como inteligência social, emocional, cognitiva, de linguagem, entre outras. Sempre que desenvolvemos uma dessas inteligências, ou capacidades as outras também caminham juntas em evolução.

Sabemos que quem não conhece as crenças negativas estão mais aptos para o sucesso. Os pais de Raun Kalfman certamente não conheciam as crenças negativas.


Raun Kalfman - protagonista do filme Meu Filho, Meu mundo - SON-RISE, A MIRACLE OF LOVE





Recebendo um Anjo

Introdução

De tempos em tempos Deus envia para terra crianças diferentes das que estamos acostumados. O objetivo de Deus é preparar o planeta para as “novas eras”, para que continuemos a evoluir. Os autistas fazem parte deste grupo. São anjos enviados por Deus, que nos cutucam o tempo todo e nos fazem pensar na nossa missão aqui na terra.

Depois de muito estudo sobre o autismo e vendo os trabalhos que realmente tem dado resultado, a única coisa que podemos concluir como pais de autista é que realmente temos uma missão. Nossa missão é preparar o mundo para uma evolução espiritual, e o nosso planeta só vai conseguir evoluir se os pais de autistas conseguirem compreender como lidar com eles.

Lógico que isso não é tarefa fácil. Por isso Deus começou sua empreitada aos poucos e com o passar do tempo, ele vem aumentando seu envio de forma exponencial, como se fosse uma epidemia, o que nos deixa claro que o planeta está cada vez mais precisado desta evolução espiritual.

Se o mundo tivesse caminhado para uma evolução mais espiritualizada e menos capitalista, certamente não estaríamos passando por esse processo.

Trabalhar com autista é estar preparado para acreditar no que ninguém acredita. Passar por cima de sua próprias crenças, não julgar e estar sempre entusiasmado! É estar preparado para aceitar as pessoas como elas são. É saber elogiar, do fundo do coração, todos os acertos e tentativas.

Além disso, temos que estar preparados para fugir das rotinas capitalistas (espero que eu não seja interpretado como sendo socialista, esquerdista ou coisa parecida, o não ser capitalista é muito mais profundo que isso), como alimentações rápidas e sem nutrientes, comidinhas industrializadas e cheias de produtos químicos. Devemos também diminuir nosso tempo em frente a TV, e passar mais tempo com nossos filhos e família.

É incrível como as práticas comportamentais para se tratar de autistas podem ser encontradas facilmente na maioria dos livros de auto ajuda, principalmente nos mais vendidos, tais como: O Segredo de Rhonda Byrne, O Monge e o Executivo de James Hunter, O Segredo da Mente Milionária de T. Harv Eker, entre muitos outros, mas o que infelizmente acontece, é que sempre são tratados de forma superficial, e temos dificuldade de por tudo isso em prática.

Outros autores interessantes para serem citados com ensinamentos que também podem somar a esses são: Deepak Chopra, Sun Tzu, Fritjof Capra, Lao Tse.

Mas o que eu quero dizer é que a transformação de nossos filhos depende antes de tudo, de uma transformação interna nossa. Temos que nos conhecer, nos perceber. Perceber o mundo a nossa volta, e ver as coisas como elas são, e aceitá-las. Devemos reagir diante do mundo com todo nosso vigor e entusiasmo! Só assim vamos entender os nossos anjos, e assim ajudá-los a evoluir o planeta!